Tradutor & Tradução: tradutores.COM

A Ave e o Vento

1 comentário

fracoregularbommuito bomótimo! (6 votos, média: 3,50)


Loading ... Loading ...

A Ave e o Vento

I

Vôo livre de asa aberta
Contra um vento arredio.
A ave buscando alerta
O vento fluindo frio.
A ave – amando o vento
O vento – amando o vazio.

II

Vôo livre de asa aberta
Contra o sombrio turbilhão.
A ave voando incerta
O vento lutando em vão.
A ave – desafiando o vento
O vento – negando a paixão.

III

Vôo livre de asa aberta
Acima do turbilhão.
A Ave voando certa
O Vento em confusão.
A Ave – calada, esperta
O Vento – soprando em vão.

© Dalva Agne Lynch
Visite: www.dalvalynch.net

Compartilhar:
  • Digg
  • Sphinn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Mixx
  • Google Bookmarks

Enviar por e-mail Enviar por e-mail

Escrito por Site tradutores.COM

10/12/2008 às 10:04

Publicado em Além da Tradução

1 comentário para 'A Ave e o Vento'

Assinar os comentários por RSS ou TrackBack para 'A Ave e o Vento'.

  1. “Eu amo, tu amas, ele ama…
    Teus olhos são duas sílabas
    Que me custam soletrar,
    Teus lábios são dois vocábulos
    Que não posso, que não posso interpretar.

    Teus seios são alvos símbolos que vejo sem traduzir,
    São os teus braços capítulos que podem me confundir.

    Teus cabelos são gramáticas
    Das línguas todas do amor,
    Teu coração – tabernáculo
    Muito próprio, próprio de ilustre cantor.

    O teu caprichoso espírito, inimigo do dever,
    É um terrível enigma ai! que nunca,
    Que nunca posso entender!

    Teus pezinhos microscópicos, que nem rastejam no chão,
    São leves traços estéticos que transtornam,
    Que transtornam a razão!

    Os preceitos de Aristóteles
    Neste momento quebrei!
    Tendo tratado dos píncaros,
    Oh! nas bases, nas bases me demorei.

    Autor: Fagundes Varela
    Foi pego no site: http://www.ziipi.com/result?pesquisa=poesias

    Priscill@

    18/12/2008 às 14:01

Deixe seu comentário