A Ave e o Vento
A Ave e o Vento
I
Vôo livre de asa aberta
Contra um vento arredio.
A ave buscando alerta
O vento fluindo frio.
A ave – amando o vento
O vento – amando o vazio.
II
Vôo livre de asa aberta
Contra o sombrio turbilhão.
A ave voando incerta
O vento lutando em vão.
A ave – desafiando o vento
O vento – negando a paixão.
III
Vôo livre de asa aberta
Acima do turbilhão.
A Ave voando certa
O Vento em confusão.
A Ave – calada, esperta
O Vento – soprando em vão.
© Dalva Agne Lynch
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“Eu amo, tu amas, ele ama…
Teus olhos são duas sílabas
Que me custam soletrar,
Teus lábios são dois vocábulos
Que não posso, que não posso interpretar.
Teus seios são alvos símbolos que vejo sem traduzir,
São os teus braços capítulos que podem me confundir.
Teus cabelos são gramáticas
Das línguas todas do amor,
Teu coração – tabernáculo
Muito próprio, próprio de ilustre cantor.
O teu caprichoso espírito, inimigo do dever,
É um terrível enigma ai! que nunca,
Que nunca posso entender!
Teus pezinhos microscópicos, que nem rastejam no chão,
São leves traços estéticos que transtornam,
Que transtornam a razão!
Os preceitos de Aristóteles
Neste momento quebrei!
Tendo tratado dos píncaros,
Oh! nas bases, nas bases me demorei.
Autor: Fagundes Varela
Foi pego no site: http://www.ziipi.com/result?pesquisa=poesias
Priscill@
18/12/2008 às 14:01