Artigos de setembro de 2008
Promoção do Dia do Tradutor
O site tradutores.COM promove uma promoção em homenagem ao Dia do Tradutor: serão sorteados dois livros entre os tradutores cadastrados no site!
Um é o livro Eu sou um gato, obra da literatura japonesa, editada no Brasil pela editora Estação Liberdade, traduzida com maestria pelo brasileiro Jefferson José Teixeira. O sorteio deste livro é patrocinado pela própria editora Estação Liberdade.
O outro é o livro Minúsculos assassinatos e alguns copos de leite, de Fal Azevedo, tradutora, escritora e participante da lista do site tradutores.COM, autografado, isso mesmo!, com uma dedicatória da autora para o(a) vencedor(a) da promoção. Este livro é patrocinado pela empresa de tradução Yuchicom, mantenedora do site tradutores.COM.
Confira o regulamento da promoção e cadastre-se para participar!
Editora Estação Liberdade
A Editora foi fundada no final dos anos 1980. Seu nome inspirado na Estação Liberdade do metrô paulistano também remete aos valores de liberdade que começavam a despertar no país.
A Editora Estação Liberdade é referência na veiculação das letras nipônicas no Brasil tendo publicado os clássicos modernos Tanizaki, Akutagawa, Kawabata, Yoshikawa (do popular Musashi – única em versão integral no Ocidente), além de Gozo Yoshimasu, Haruki Murakami, entre outros.
Longe de atuar apenas nesta área, abraça também as diversas literaturas européias, com grande espaço para a língua francesa (representada na coleção LATITUDE), com destaques como André Gide, Paul Nizan, Romain Gary, Jacques Derrida, Gérard Genette e as letras de língua alemã, com autores como Heinrich Mann, Klaus Mann, Heinrich Böll, Christa Wolf, Christoph Ransmayr e Peter Handke, além do filósofo e ensaísta Peter Sloterdijk.
No campo das letras brasileiras, destacam-se Francisco Dantas, com seu consagrado Coivara da memória, as revelações Marcelo Mirisola, com Fátima fez os pés para mostrar na choperia, e Francisco Maciel, com O primeiro dia do ano da peste.
Na coleção FIGURAS DO SABER, que chegará este ano aos 20 títulos, tem destaque a colaboração da editora francesa Les Belles Lettres. O lançamento da coleção ARQUITETOS trará textos e depoimentos de expoentes da arquitetura mundial, como El Lissitzky e Paulo Mendes da Rocha, Adolf Loos e Le Corbusier, Alvaro Siza e Leon Krier.
Conheça mais sobre a Editora Estação Liberdade.
Editora Estação Liberdade
Rua Dona Elisa, 116 Barra Funda
01155-030 – São Paulo / SP
Tel. (11) 3661-2881; fax (11) 3825-4239
Eu sou um gato (Natsume Soseki)
A primeira obra de Natsume Soseki (1867-1916), romancista, crítico e estudioso da literatura inglesa, descreve, na visão felina e ferina do personagem narrador (um gato), o comportamento de seu amo e das pessoas que o cercam. Através deste personagem, Soseki critica e satiriza a intelectualidade da época, o homem e a sociedade, desmascarando-os de forma jocosa e magistral.
Esta obra, além de ter sido adaptada para cinema, telenovela e animação para TV, foi bastante parodiada. Entre alguns títulos constam Eu sou um rato, Eu sou um moleque e Eu sou uma formiga (1937), este último de Yukio Mishima.
Uma curiosidade: esta obra da literatura japonesa foi traduzida com maestria pelo brasileiro Jefferson José Teixeira.
Zelinda Tomie Fujikawa
Tradutora Pública e Juramentada – Português/Japonês
“Não há nada de mais respeitável que o reconhecimento da própria imbecilidade (…) Falta a meu amo a inteligência de se conscientizar de sua imbecilidade ao se olhar no espelho”. Esta é a opinião de um gato a respeito daquele que o adotou. Ao indicar a imbecilidade inierente aos animais da raça humana, suas distorções e conflitos, esse excêntrico bichano constrói um painel agridoce da condição humana nesta primeira tradução em português de Eu sou um gato, de Natsume Soseki.
Publicado em série a partir de janeiro de 1905 na revista Hototogisu, esse romance oferece um panorama precioso e iconoclasta da vida e da intelectualidade do Japão do início do século XX do ponto de vista de um gato. Sem nome, munido de um sarcasmo fulminante e com ares de dândi, o gato é acolhido à casa de um professor estagnado. O olhar de fora, habilmente usado pelo autor, esmiúça o ambiente interior dos personagens que freqüentam a casa de kushami, o professor, desmascarando-os para deleite do leitor, que vira cúmplice do felino.
Os onze capítulos da obra constituem um conjunto de observações e reflexões que funcionam como um mosaico. Todas as passagens são filtradas pela visão ferina do gato em relação a uma certa mediocridade intelectual e mundana que o rodeia e a suas peripécias no pequeno universo em que vive.
Ao lado de autores importantes como Shiki Masaoka e Ogai Mori, seus contemporâneos, a prosa elegante e crítica de Soseki está entre as grandes faturas da renovação modernista japonesa.
Tradução do japonês e notas de Jefferson José Teixeira
Ilustração da capa: gravura ukiyo-e de Hiroshige
Ideogramas: caligrafia (shodô) de Hideo Hatanaka
Editora Estação Liberdade Ltda.
Rua Dona Elisa, 116 São Paulo SP
Tel.: (11) 3661-2881 Fax: (11) 3825-4239
editora@estacaoliberdade.com.br
www.estacaoliberdade.com.br
Dia do Tradutor: o que é “ser tradutor”?
Em homenagem ao Dia do Tradutor, o site tradutores.COM organizou uma definição coletiva de “ser tradutor”.
Diferentemente de “fazer traduções”, “ser tradutor” significa abraçar uma profissão muitas vezes anônima, sem o devido reconhecimento.
Com a palavra, os tradutores de nosso site:
Ser tradutor literário é poder levar a vida de forma mais poética.
Acredito que o ofício da tradução nos remeta, em alguns momentos, à uma doce melancolia, que nos faz , por exemplo, diante da beleza do texto de um autor admirado, desejar “estar lá, estando aqui”.
Transferir cultura de um país para outro cuidando para que sutilezas não escapem durante este minucioso processo, driblar as armadilhas das expressões idiomáticas, ser fiel ao texto original e, ao mesmo tempo, mantê-lo inteligível, é o constante desafio do trabalho e, porque não dizer, o grande estímulo para sua realização.
Como em uma cirurgia de transplante, o objetivo é fazer com que a obra “viva” fora do lugar de origem.
A obra traduzida desencadeia uma impressionante multiplicação de relacionamentos, porque tradução é, antes de tudo, comunicação. E se é comunicação, atinge o outro, e se atinge o outro, pode transformá-lo.
A maior homenagem aos tradutores se encontra na frase de José Saramago:
” Os autores escrevem as suas respectivas literaturas nacionais, mas a literatura mundial é obra dos tradutores.”
Abraços a todos.
Bianca Wandt
Alemão<>Português
Traduzir não significa simplesmente colocar as palavras em outro idioma. Um tradutor por excelência sabe como entender as entrelinhas e a intenção não explícita do autor.
Ser tradutor é um pouco com ser terapeuta de casais – você passa seu tempo a mediar a complexa relação de amor(e ódio) entre duas línguas que, embora diferentes, precisam conviver e dialogar uma com a outra…
Ratificando a frase “tradutor é traidor”. Sim somos traidores sim, do nosso pensamento, do nosso sentimento, da nossa vontade, porque em uma tradução nós expomos em vitrines reluzentes, em letras garrafais o sentimento, atitude, necessidade, virtude e qualidade de outrem. Escondemos nossa face, para que o mundo reconhece o autor de cada texto, manual, roteiro etc.
Mas, e tem sempre um MAS, o nosso estilo, nosso universo lingüístico e nosso conhecimento de mundo fica implícito em cada sílaba, em cada palavra traduzida, sem, no entanto, fugir ou ser infiel ao texto. Isto nos realiza e nos torna acima de tudo Profissionais.
Rosangela Aparecida Pelegatti Rotter
Ser tradutor é, antes de tudo, dar oportunidade a outrem de conhecer o desconhecido. Oportunizar pessoas, de outras culturas, a conhecer os pensamentos e produções realizados do lado de cá. È ainda dar a outras pessoas a oportunidade de vijar, através do seu texto até o lado de lá, não esquecendo porém de realizar tal proeza de forma sutil, ficando sempre no cantinho para não ser identificado, evitar mostrar o seu estilo no texto a ser traduzido. Não esquecendo de tentar traduzir beleza por beleza,figura por figura, imitando o estilo do autor e dele se aproximando até o limite do possível, fazer da tradução um quadro e uma representação viva da obra
que se traduz.
“In the same way that the direction of the wind doesn’t determine the sailor’s destination, the language we speak will not determine our destiny.”
Ricardo Schütz
Aprecio a linguagem em todas as suas nuances, amo bricar com as palavras e percebo que os detalhes de riquezas dos diversos idiomas embelezam o mundo em que vivemos.
Guiomar Barros
Ser tradutor antes de tudo significa ser uma pessoa culturalmente aberta. Aberta para o diferente, aberta para o contato com o desconhecido, aberta para as conexoes com aquilo outrora desconectado. Desconectado em termos de lingua, em nivel de relacionamentos interpessoais e interculturais. O tradutor pode ser compreendido com um ser que molda um construto sistemico de ideias, de linguas, de significados, de saberes, enfim, de pluralidades multi, inter e transdisciplinares. Acima de qualquer coisa, ser traduto nos lembra a necessidade de ser um alguem humilde, ensinavel, flexivel e capaz de proceder caminhando em constante amadurecimento teorico, metodologico e profissional, pois, ser tradutor nao lembra ser o detentor das solucoes, mas sim, o investigador e indicador de possibilidades.
Tradutor
artesão de palavras
realizando
a travessia
Ser traadutor é se apaixonar pelo texto e querer decifrá-lo em outra língua.
Mirian Giannella
Francês<>Português
São Paulo – SP
A TAREFA DAS TRADUTORAS E TRADUTORES
“As tradutoras e tradutores têm como essência de sua tarefa tornar o diferente compreensível. Logo, os seres humanos reconhecem que há diferenças, como não poderiam deixar de fazê-lo, mas precisam transpô-las de alguma forma, porque, como se sabe, os seres humanos são animais discursivos, animais que buscam, pela(s) linguagens postas em discurso, compreender o outro, entender a diferença que é o outro, porque só fazendo isso cada ser humano é capaz de entender a si mesmo: o sentido nasce da diferença.
Num mundo globalizado como o nosso, mundo babélico por excelência, então, essa tarefa se torna ainda mais complexa, pois se a um contato maior com o todo do mundo se associa a busca mais intensa da segurança das partes respectivas do mundo na qual cada grupo humano – e mesmo cada pessoa – está, a compreensão da diferença para a qual a tarefa de traduzir contribui tem de levar ainda mais em conta o outro lado, ou face, do Jano aí presente, que é o público do discurso traduzido, ao lado de uma importante fonte do discurso traduzido, que são os discursos em outra língua, isto é, as formas típicas de numa dada língua, se dizer certas coisas em determinados contextos. Assim, o que se chama de “original” — e prefiro chamar de “texto a ser traduzido” — é na verdade uma das fontes, pois, a depender dessas formas típicas (ou gêneros), a mesma palavra pode apresentar as mais distintas ressonâncias de sentido.
(…)
Desse modo, o ato de tradução é um contato que envolve tanto o acordo como o confronto, uma “negociação” específica entre dois diferentes, ou duas diferenças. Há um diferente do qual se traduz e para esse diferente, a língua para a qual se traduz também é um diferente. O diferente a ser traduzido, apesar da globalização, ainda é local: um falante de uma dada língua dirige-se a seus pares. O diferente para o qual traduzimos requer que um falante de uma dada língua dirija-se a seus pares e não aos pares do autor que ele traduz. ”
“Reproduzido, com permissão do autor, de SOBRAL, Adail. Dizer o “mesmo” a outros – Ensaios sobre tradução. São Paulo: SBS, 2008, p. 112-114.”
Adail Ubirajara Sobral
São Paulo – SP
Quem somos?
Tradutores, afinal, quem somos?
Somos construtores de pontes,
Pontes de palavras, de idéias, de conceitos,
Nossa função?
Reescrever, de modo imperceptível,
Transformar originais em originais,
Redigir o impossível,
Recriar o imponderável,
Nossa sina?
O anonimato, a invisibilidade, o silêncio,
Nosso grande erro?
Ansiar sermos reconhecidos, identificados, percebidos…
Se reconhecidos formos, é por termos deixado nossas pegadas no texto,
Não mais sendo invisíveis, fatalmente estaremos errando,
Tradutores?
Quem somos, afinal?
Construtores de pontes,de palavras, de idéias, de conceitos,
Anônimos, invisíveis, silenciosos,
Assim somos, fomos, seremos,
Até o dia em que o brilho de nossa invisibilidade rompa
definitivamente o silêncio que nos mantém incógnitos,
Neste dia…bem, neste dia o sol e a lua, juntos, brilharão a mais
linda luz jamais vista.
E nós, ofuscados por tanta claridade, continuaremos construindo nossas pontes,
de palavras, de idéias, de conceitos,
de silêncio,
de contentamento.
Ana Julia Perrotti-Garcia
Espanhol > Português <> Inglês – Translator of Dental and Medical Texts
São Paulo -SP
O que é ser Tradutor?
Amar acima de tudo esse extraordinário meio de comunicação que a civilização nos concedeu: o idioma. Tentar continuamente transpor a fronteira que nos separa do visível e audível para entrar no campo do invísivel e inaudível, onde, muitas vezes estão escondidas as verdades que o homem deseja exprimir.
Respeitar, humildemente, as diferenças culturais e, mais do que isso, as diferenças entre os indivíduos. Ter olhos e ouvidos capazes de explorar e fazer aflorar os pensamentos, sentimentos e murmúrios que se abrigam nas entrelinhas e entre uma fala e a outra. Ser tradutor é ser capaz de sentir, chorar e rir com o autor ou o interlocutor, mas saber manter uma distância dele para que seja sempre o seu fiel mensageiro capaz de transmitir de uma forma límpida e pura o seu desejo, isento de emoções que deturpem a sua verdade.
Zelinda Tomie Fujikawa – Rio de Janeiro – RJ
Ser Tradutor
O que é ser tradutor?
Na minha opinião, ser tradutor é, antes de mais nada, SER tradutor e não ESTAR tradutor…é ser profissional de verdade, pesquisar, estudar, correr atrás para fazer um trabalho bem feito, é não aceitar qualquer trabalho e claro, tentar traduzir áreas das quais entenda para não fazer besteira, afinal de contas quem faz coisas demais ao mesmo tempo, acaba não fazendo nada bem feito…é ser uma ponte entre culturas e povos diferentes. É ser aquele que liga, aquele que ajuda a divulgar o conhecimento!
Carolina Dias
Inglês/Português – Biomédicas e Turismo
Belo Horizonte – MG
Fórum Nacional de Direito Autoral – Seminário RJ
| 27 de outubro de 2008 0:00 | até | 28 de outubro de 2008 0:00 |
Seminário para artistas e autores - Pretende discutir os benefícios e as dificuldades impostos pela atual estrutura do direito autoral no Brasil. Colocar em debate as novas formas de licenciamento. Buscar angariar subsídios dos autores e artistas quanto aos seus anseios e receios diante das questões impostas pelo advento das novas tecnologias de produção e difusão dos bens culturais, sobre as medidas tecnológicas de proteção, sobre as limitações e exceções do uso de obras protegidas, sobre o papel que os royalties advindos dos direitos autorais têm para o estímulo à criação, bem como o regime de recebimento destes royalties das sociedades de gestão coletiva.
Local: Rio Othon Palace – Salão Itaipu
Av. Atlântica, 3264 – Copacabana – Rio de Janeiro
Tel. (21) 2106-1500
Programação: Dia 27/10
09h30 – Mesa de abertura
11h00 – 13h00 - Mesa 1: Autores, artistas e intérpretes de obras musicais
Compositores, intérpretes e músicos, para terem as suas criações inseridas no mercado musical, são compelidos a negociar seus principais direitos em termos contratuais, os quais nem sempre lhes são satisfatórios. Via de regra, perdem o controle sobre os destinos de suas próprias criações. Editores, gravadoras e associações autorais da área musical exercem em nome dos criadores seus principais direitos. No que a lei poderia ajudar para que o autor tenha uma maior controle quanto ao aproveitamento econômico de suas obras?
13h00 – 14h30 – Intervalo para almoço
14h30 – 16h30 - Mesa 2: Autores e artistas de obras audiovisuais
Os autores e intérpretes de obras audiovisuais recebem na legislação atual um tratamento injusto, se comparados com os das obras musicais, pois não conseguem exercer seus direitos de forma similar, como o direito de remuneração pela exibição pública de suas obras. Além disso, têm seus direitos autorais freqüentemente negociados no âmbito da relação trabalhista, em franca contradição com disposições das leis de regulamentação profissional. Que aperfeiçoamentos a lei necessita para corrigir essas distorções?
16h30 – 17h00 – Intervalo
17h00 – 19h00 – Mesa 3: Autores de obras literárias e contratos de edição
As obras literárias foram o principal objeto das primeiras legislações de direito autoral da história. Mas ainda hoje é comum que escritores manifestem insatisfações sobre como sua obra é explorada e a remuneração que dela advém. Por outro lado, tradutores e jornalistas, que também são autores literários, têm seus direitos submetidos ao jugo das relações trabalhistas, com sensíveis prejuízos para os criadores. Quais são os principais problemas que afetam esses autores e que podem ser corrigidos na legislação?
Dia 28/08
09h00 – 10h50 – Mesa 4: Obras de artes cênicas: teatro, dança e circo
Os autores e artistas de artes cênicas também vivem dificuldades para terem a sua criação respeitada. Dramaturgos viram a sua principal e histórica associação autoral ser dilapidada – a SBAT, que hoje luta duramente para se reerguer; coreógrafos e artistas circenses também encontram dificuldades em seu ofício. Uma possível revisão na legislação de direitos autorais poderia trazer soluções para alguns dos problemas vividos por esses autores e artistas?
10h50 – 11h10 – Intervalo
11h10 – 13h00 - Mesa 5: Artes visuais
Direito garantido na legislação há décadas, a participação na revenda de obras de artes plásticas (direito de seqüência), até hoje não se efetivou. Já outros criadores de artes visuais, tais como fotógrafos, cartunistas e ilustradores, não são reconhecidos como autores – no sentido pleno da palavra – mas como meros prestadores de serviços para as empresas que se utilizam de suas criações. Quais são os problemas mais comuns que afetam esses autores e quais suas possíveis soluções?
13h00 – 14h30 – Intervalo para almoço
14h30 – 17h00 – Mesa 6: Novas criações no ambiente digital
As tecnologias digitais e a Internet propiciaram aos autores novos recursos criativos e novas formas de relacionarem-se com o público: as criações colaborativas e interativas, novas possibilidades de obras transformativas e um caráter multimídia para grande parte da produção de bens culturais. Para alguns, os tradicionais conceitos do direito autoral tornaram-se anacrônicos, insuficientes para dar conta da realidade trazida pelo ambiente digital. A legislação atual dificulta o pleno aproveitamento das possibilidades criativas trazidas pelas novas tecnologias?
17h00 – Mesa de encerramento
X ENCONTRO NACIONAL DE TRADUTORES E IV ENCONTRO INTERNACIONAL DE TRADUTORES
| 7 de setembro de 2009 0:00 | até | 10 de setembro de 2009 0:00 |
Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT) E Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) X ENCONTRO NACIONAL DE TRADUTORES E IV ENCONTRO INTERNACIONAL DE TRADUTORES
7 a 10 de setembro de 2009 Ouro Preto – MG – Brasil
1ª CIRCULAR
Nas trilhas da tradução: para onde vamos?
O enorme crescimento da disciplina Estudos da Tradução nos últimos 30 a 40 anos gerou sua expansão em direção a diferentes especialidades, recortando o campo disciplinar em subáreas específicas: Tradução Audiovisual, Estudos de Corpora, Ensino de Tradução, Terminologia, Estudos Interculturais, Estudos sobre Competência e Desempenho Experto, Abordagens Textuais e Cognitivas, Historiografia, Localização, para citar apenas algumas.
Neste Encontro, discutiremos as seguintes questões: Quais são os conceitos fundamentais que unem essas subáreas sob a égide da disciplina Estudos da Tradução? Teriam essas subáreas seguido trilhas próprias com metodologias e fundamentação teórica diferenciadas? Teríamos chegado a um grau de expansão que implicaria uma reformulação na unidade disciplinar dos Estudos da Tradução?
A Associação Brasileira de Pesquisadores em Tradução (ABRAPT), depois de algum tempo reconstruindo suas trilhas, novamente congregará os pesquisadores da área através do X Encontro Nacional de Tradutores/IV Encontro Internacional de Tradutores.
Com o apoio da Universidade Federal de Ouro Preto, o evento se realizará na cidade histórica patrimônio cultural da humanidade, onde cultura, literatura, história e arquitetura proporcionarão o cenário para as reflexões sobre as trilhas da tradução.
O Encontro incluirá as seguintes subáreas dos Estudos da Tradução:
1. Estudos Interculturais
2. Historiografia
3. Tradução Audiovisual e Acessibilidade
4. Tecnologias da Tradução
5. Ensino, Avaliação e Acreditação
6. Tradução e Psicanálise
7. Estudos de Corpora
8. Abordagens Cognitivas e Desempenho Experto em Tradução
9. Tradução Juramentada e Técnica/Especializada
10. Terminologia
11. Tradução Literária
12. Estudos de Adaptação
13. Estudos Comparados/Contrastivos de Tradução
14. Tradução Automática
15. Tradução de Língua de Sinais
16. Estudos sobre Interpretação
17. Tradução e Mídia Global
18. Tradução de Textos Sensíveis
Para submeter trabalhos, envie nome, afiliação institucional, título e resumo (máximo de 300 palavras, em espaço simples e fonte Times New Roman 12 para o e-mail abrapt@gmail.com até 31 de março de 2009.
Os trabalhos podem ser apresentados em português, inglês, espanhol e francês.
Favor indicar a subárea na qual deseja incluir seu trabalho.
| PRAZOS E TAXAS DE ADESÃO | ||||||||||||
| Categoria | Até 31/05/2009 | Até 31/08/2009 | Até 10/09/2009 | |||||||||
| Estudantes brasileiros | R$ 60,00 | R$ 80,00 | R$ 90,00 | |||||||||
| Membros da ABRAPT | R$ 120,00 | R$ 160,00 | R$ 180,00 | |||||||||
| Professores de instituições brasileiras | R$ 180,00 | R$ 240,00 | R$ 270,00 | |||||||||
| Outros interessados | R$ 200,00 | R$ 270,00 | R$ 300,00 | |||||||||
Contatos:
X Encontro Nacional / IV Encontro Internacional de Tradutores
Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP)
Rua do Seminário S/N.- Centro – Mariana – MG – Brasil. 35420-000
Fone/Fax: (31) 3557 9401
Obs.: Na 2ª Circular, serão divulgadas as informações relativas ao
pagamento da taxa de adesão e da anuidade para os associados da ABRAPT.


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